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domingo, 18 de setembro de 2011

Velejadas costeiras e as ondas do Mar do Norte

 

No nascer do sol parece até calminho, mas não é a toa que chamam de Mar do Norte esta praia em Rio das Ostras, a casa de praia do Ikara.

O Ikara se criou como regateiro sempre acostumado a ser montado no seco sobre a rampa de um bom clube e com saídas em águas seguras aos cuidados dos organizadores de prova.
Mas a coisa mudou e hoje o Ikara está vivendo os anseios de um cruzeirista, onde a natureza é que dita as regras, bastando apenas a adaptação como recurso.
A praia do Mar do Norte nunca se preocupou em dar espaços para a vela. Sua pendente é acentuada e a orientação da costa com o vento predominante (NE) não favorecem a montagem do barco.
Antes de montar o barco é necessário puxa-lo (pela praia de areia fofa!) até um local próximo a arrebentação e de preferência de baixa inclinação e longe de crianças e outros curiosos.
A calmaria do galpão do clube é esquecida quando a vela é amarrada à retranca. Um pouquinho de vento já é suficiente para jogar a retranca para lá e para cá pondo em risco a vida dos tripulantes.
Mas o dia está lindo e o vento parece bom para uma grande velejada, continuamos.
Vamos para água!!
Bom e a regra de que “velejador não molha a canela” vai para o espaço na primeira tentativa (sempre terá mais de uma tentativa..).
O macete é esperar a “série” passar e encarar uma ou duas marolas.
O proeiro sempre vira “popeiro”, tendo que empurrar o barco até passar a arrebentação. Até ele não dar mais pé e quem comanda o leme sobe rápido e tem a preferência da velejada, mas terá que retornar para resgatar o proeiro, que fica nadando.
Se na segurança da rampa do clube a ansiedade da velejada já proporcionava esquecimentos, a empreitada na praia é muito maior e a responsabilidade de sair com todo cabeamento e amarração é muito mais importante, pois não será fácil retornar.
Finalmente na água, com proeiro e tudo mais, agora é só aproveitar, porque a velejada será bacana.
Velejando para Sul, as várias praias de enseadas mostrarão a beleza local e os picos de mergulho. Em bons ventos de NE a curtição é se jogar na água e ser rebocado.
Para o Norte a brincadeira é velejar surfando próximo as pedrinhas e a laje. Ainda vale a tentação de chegar ao arquipélago de Santana, mas isso é água para outra hora...
BVs