Muitas vezes comento que o Ikara é um barco escola, pois
sempre que saio para velejar vai alguém que nunca velejou. As velejadas assim são sempre mais tranquilas, sem forçar muito, sem adernar muito.
Foi então que finalmente o Ikara recebeu o Pedroka – mega
campeão de windsurf das águas de Nikiti.
Aí o Ikara mostrou seu valor e o aprendiz da vez foi o
Capitão.
A primeira lição ele estava de proeiro, regulou a vela e prendeu
no mordedor.
“Então é pra isso que
serve este mordedor de través??”
Poxa, depois dessa, nunca mais voltei
com as mão vermelhas de ficar com a escota na mão o tempo todo. Vivendo e
aprendendo.
Tradicionalmente, saímos da rampa do Guanabara e demos algumas voltas pelos
barcos da enseada de botafogo.
Mas assim que pegou o leme, Pedroka já rumou para o meio da
Guanabara. Tava um baita dia, a maré cheia limpava as águas da Guanabara,
principalmente na boca da baia, junto à laje.
Com o vento forte, a cada ida e vinda a orça aumentava. Eu
tinha começado a pouco na vela e ainda não sabia os limites do Ikara.
“Tá com medinho?”, dizia
Pedroka.
Apesar do vento o calor batia forte, a vontade de cair na
água era grande. “Eae, água?”
Foi aí que inventamos um Wake-dingue, para alegria da galera.
O primeiro a se jogar na água foi o Pedroka. Andei 50m,
cambei e retornei. Parei com popa-boreste para ele que se segurou no suporte do
motor. Aí foi só caçar e acelerar kkkk
Na minha vez, pulei na água com ele lá ainda. A água estava
tão boa que deixamos o Ikara derivar um pouco sozinho. Sensação estranha de
olhar o barco da água. Ele subiu e foi minha vez. A velocidade era tão grande
que tive que segurar minhas bermudas para não perder heheheh
Fiquei lá até o braço cansar.
Velejada Irada!!!

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