Hoje saí para velejar. Eu estava precisando. Acho que o Ikara também.
Saí para pensar e esquecer dos problemas. O bom é que problemas não entram em barcos. Problemas ficam na praia. O impulso para subir no barco faz com que eles se dissipem ao vento.
Até acostumar com o vento e as ondas de Sudeste e ver como o barco se comportava, fiquei rondando a orla.
Mirei algumas vezes a Sarangonha. Saliência verde no horizonte. Mas por precaução achei melhor não ir. Vai que o tempo vire?! Mais perrengue? Obrigado, hoje não. Ainda mais nesta água fria.
Ainda mais depois das histórias do Nauro e do Nico.
Nessas idas e vindas na frente da rampa, resolvi ver o quão perto da margem dava para velejar. Que ideia...
Esclareci minha dúvida a uns 10, 15 m da margem, quando de maneira abrupta o Dingue freou. Travou a frente com a bolina enterrada num banco de areia. Por pouco não caí de cara no fundo do barco. Rapidamente joguei o rumo pra leste e folguei a escota. Mas leste, o oposto da margem, não adiantava, ainda encalhava. O banco não estava muito longitudinal a praia, havia uma língua ou uma inclinação na orientação.
A água clareou ao meu bordo e eu podia ver o fundo. Voltei com o rumo mais para nordeste e o barco se moveu, sem precisar subir a bolina.
Mas o fundo continuava mais claro ao meu bordo e era escuro bem abaixo do barco. Ou seja, eu estava no meio de dois bancos.
Era um grande "ripples" e eu estava na cava.
Na imagem de satélite da para ver o banco longitudinal a margem, levemente mais claro e a aproximadamente aos 15 m da margem.
Mantive o rumo NE por um tempo e depois saí para o mar de dentro.
Como meu rumo já estava a NE, resolvi esticar até o Barro Duro. Desviando da rede de espera da reserva.... Me distraí no celular... E ela quase me pegou!
Será que da tempo? Com o Vento constante e moderado é melhor aproveitar e ir. Qualquer coisa volto de ônibus. Levo comigo os cabos e tralhas e deixo o casco com algum pescador da colônia.
Z3 é a colônia de pescadores de Pelotas. Fica a 20 km do centro da cidade.
E a Z3? Mal se via no horizonte. Segui navegando pelo achômetro kkkk
Na dúvida: segue em frente!
Acompanhando a estrada...
A pinguela...
Até que chegam os "paliteiros da Z3" a frente dos trapiches das peixarias.
Fui atravessando e fiquei cabreiro de ter alguma rede de espera entre os piques. Mas não, aquela é uma área de manobra de embarcação, então não se põem redes.
Se põem gaivotas... (Mas só no zoom)...
Foi por ali que cismei em tirar uma foto. Vento, rajada e ondas não importavam. Se fui até lá era por algum motivo e este era a tal fotografia.
Fiz de tudo, cacei a vela, cambei, folguei a escota, liguei a câmera do celular, ensaiei, cambei novamente e fui lentamente me aproximando.
Queria tirar uma foto da entrada da "barra" da Z3.
Hoje saí para velejar, saí sem rumo, saí porque devia sair.
Saí para ver o outro lado das coisas.
Saí para tirar uma foto.
(Para garantir tirei mais algumas... :)
Com o sorriso na cara!
E tudo renovado, até o sol resolveu aparecer.
Uma horinha de velejo e de volta à margem... Apenas a margem e o meu fiel escudeiro.




























Dessa eu gostei muito.. :-)
ResponderExcluirSil