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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Velejando na Cava

Hoje saí para velejar. Eu estava precisando. Acho que o Ikara também. 


Saí para pensar e esquecer dos problemas. O bom é que problemas não entram em barcos. Problemas ficam na praia. O impulso para subir no barco faz com que eles se dissipem ao vento. 


Primeira vez q sai com ventos de SE, mão inglesa!! Tudo trocado!!


Até acostumar com o vento e as ondas de Sudeste e ver como o barco se comportava, fiquei rondando a orla. 

Mirei algumas vezes a Sarangonha. Saliência verde no horizonte. Mas por precaução achei melhor não ir. Vai que o tempo vire?! Mais perrengue? Obrigado, hoje não. Ainda mais nesta água fria. 
Ainda mais depois das histórias do Nauro e do Nico. 


Nessas idas e vindas na frente da rampa, resolvi ver o quão perto da margem dava para velejar. Que ideia...

Esclareci minha dúvida a uns 10, 15 m da margem, quando de maneira abrupta o Dingue freou. Travou a frente com a bolina enterrada num banco de areia. Por pouco não caí de cara no fundo do barco. Rapidamente joguei o rumo pra leste e folguei a escota. Mas leste, o oposto da margem, não adiantava, ainda encalhava. O banco não estava muito longitudinal a praia, havia uma língua ou uma inclinação na orientação.

A água clareou ao meu bordo e eu podia ver o fundo. Voltei com o rumo mais para  nordeste e o barco se moveu, sem precisar subir a bolina. 

Mas o fundo continuava mais claro ao meu bordo e era escuro bem abaixo do barco. Ou seja, eu estava no meio de dois bancos. 
Era um grande "ripples" e eu estava na cava


Na imagem de satélite da para ver o banco longitudinal a margem, levemente mais claro e a aproximadamente aos 15 m da margem. 

Mantive o rumo NE por um tempo e depois saí para o mar de dentro. 

Como meu rumo já estava a NE, resolvi esticar até o Barro Duro. Desviando da rede de espera da reserva.... Me distraí no celular... E ela quase me pegou! 





Quem vai ali, vai até a Z3...


Será que da tempo? Com o Vento constante e moderado é melhor aproveitar e ir. Qualquer coisa volto de ônibus. Levo comigo os cabos e tralhas e deixo o casco com algum pescador da colônia.  
Z3 é a colônia de pescadores de Pelotas.  Fica a 20 km do centro da cidade. 



É bacana essa vegetação nativa costeira.  Figueiras, Jerivás.... vegetação densa...

E a Z3? Mal se via no horizonte. Segui navegando pelo achômetro kkkk

Na dúvida: segue em frente!


Acompanhando a estrada...


A pinguela...


Até que chegam os "paliteiros da Z3" a frente dos trapiches das peixarias. 


Fui atravessando e fiquei cabreiro de ter alguma rede de espera entre os piques. Mas não, aquela é uma área de manobra de embarcação, então não se põem redes. 


Se põem gaivotas... (Mas só no zoom)...



Foi por ali que cismei em tirar uma foto. Vento, rajada e ondas não importavam. Se fui até lá era por algum motivo e este era a tal fotografia.

Fiz de tudo, cacei a vela, cambei, folguei a escota, liguei a câmera do celular, ensaiei, cambei novamente e fui lentamente me aproximando. 

Queria tirar uma foto da entrada da "barra" da Z3. 


Hoje saí para velejar, saí sem rumo, saí porque devia sair. 
Saí para ver o outro lado das coisas. 
Saí para tirar uma foto.


(Para garantir tirei mais algumas... :)




Depois disso é aproveitar o bom vento e voltar pra casa... 


Com o sorriso na cara!


E tudo renovado, até o sol resolveu aparecer. 


Uma horinha de velejo e de volta à margem... Apenas a margem e o meu fiel escudeiro. 


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